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Política

Quem é o Procurador do TCU que quer impedir a todo custo o COAF de investigar Greenwald?

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Quando o Ministro Sérgio Moro esteve na Câmara dos Deputados para dar explicações sobre as supostas mensagens trocadas com o procurador Deltan Dallagnol e publicadas no site Intercept, foi questionado sistematicamente por deputados opositores ao Governo sobre um possível pedido feito pela Polícia Federal ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) para investigar as movimentações financeiras de Glenn Greenwald.

Na ocasião Moro lembrou que a Polícia Federal tem absoluta autonomia para conduzir investigações e que portanto não caberia a ele responder à estas perguntas.

O MP junto ao TCU parece ter comprado a idéia de perseguição ao jornalista gringo vendida pela esquerda. No sábado, dia 06, a pedido do Subprocurador Lucas Rocha Furtadoguarde este nome) o ministro do TCU, Bruno Dantas deu prazo de 24 horas para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira, esclarecessem se o jornalista estava sendo investigado ou não.

Em resposta o Coaf foi peremptório em afirmar que “não realiza investigações, nem mesmo a pedido da PF ou de qualquer outro órgão, tampouco “analisa financeiramente as contas” de pessoas físicas ou jurídicas” e concluiu dizendo que ” ao longo de vinte anos de existência, o Coaf não se pronuncia sobre casos concretos, tampouco acerca de matérias e especulações jornalísticas ou de qualquer natureza.”

A partir daí as coisas começaram a ficar…digamos assim, um pouco “estranhas“. 

Não satisfeito com a resposta do COAF, o Subprocurador em sede de cautelar pediu ao TCU uma inspeção in loco para saber se o COAF e o Ministro Paulo Guedes disseram realmente verdade.

Ora, por que tanto empenho em saber se há investigação ou não sobre Greenwald?

Para se conceder uma cautelar se faz necessário demonstrar o que se chama de fumus boni iuris(fumaça do bom direito), ou seja, indícios claros dos fatos que sustentem o pedido. Quais seriam esses indícios, as especulações jornalísticas como disse o COAF? ou as acusações feitas pelo PT no calor das discussões na Câmara?

Lucas Furtado foi aquele procurador que gastou R$ 16 mil em diárias para passar 25 dias em Portugal ( clique e confira). Foi ele também que pediu a abertura de apuração sobre o veto do presidente Jair Bolsonaro à polêmica campanha publicitária do Banco do Brasil ( clique aqui) e o mesmo que representou ao TCU para que se apurasse “o possível direcionamento de verbas publicitárias” pelo atual governo, quando então a Globo passou a receber menos que Record e SBT. ( clique aqui )

Em 2010 a Revista Época publicou que Furtado tem boas relações com Dilma Rousseff desde o tempo em que a presidente eleita era ministra da Casa Civil. ( clique aqui))

Para finalizar, em sua petição ao TCU pedindo a inspeção in loco do COAF, o subprocurador cita a música “o pato” de João Gilberto. Qualquer comparação com o “pato da Fiesp” não é mera coincidência tá!

O pato
Vinha cantando alegremente
Quém! Quém!
Quando um marreco sorridente pediu
Para entrar também no samba
No samba, no samba

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