Crime

PARÁ: Um mês de janeiro para esquecer

O mês de janeiro de 2020 no Pará ficará marcado por casos de violência que chocaram, causaram medo, apreensão e revolta.

Entre os casos de maior repercussão estão a chacina da Cabanagem, os bebês estuprados pelos pais e os das mulheres abusadas e mortas pelo maníaco de Marituba.

Relembre cada caso:

1 – 19 homicídios nos primeiros dias de janeiro

O mês de janeiro se iniciou de forma sangrenta.Logo nas suas primeiras semanas, o Pará viveu uma onda de violência resultando em 19 pessoas assassinadas. Entre os homicídios que ganharam repercussão está o caso do homem morto ao tentar invadir uma residência durante a madrugada no bairro do Telégrafo, em Belém. Um policial que estava visitando o sogro interviu na ação e baleou o suspeito, que morreu no local.

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2 – Chacina da Cabanagem

Foram 3 pessoas mortas em um bar na rua São Domingos, no bairro da Cabanagem. Os assassinos estavam encapuzados e usando uma motocicleta.

As vítimas foram identificadas como Rui Vilhena Gonçalves (o policial), o seu sogro, José Rubens, e um amigo deles, José Ribamar. A esposa do PM, Rafaela Leite, também foi atingida, mas sobreviveu.

O Sargento Rui Vilhena era policial militar lotado no o 6°BPM. Ele atuava no município de Ananindeua, e estava há 27 anos na corporação.

Menos de uma semana depois, o mandante da chacina da Cabanagem foi preso foi preso em Goiânia.

3 – Mulheres vítimas do “maníaco de Marituba”

Começou a repercutir nas redes sociais o desaparecimento de duas mulheres, as jovens eram Samara Mescouto e Jennyfer Silva, ambas trabalhavam com maquiagem, manicure e pedicure.

O ponto em comum do desaparecimento: a cidade de Marituba. As duas eram de Belém e foram até a outra cidade da região metropolitana realizar serviços de estéticas. As peças foram se encaixando e estávamos diante de um ataque em série contra mulheres.

No sábado, 11 de janeiro, a polícia encontrou Jennyfer Silva em estado grave, com sinais de abuso e espancamento, foi enviada ao hospital metropolitano. No domingo, 12 de janeiro, a polícia conseguiu chegar aos autores dos crimes que indicaram o local onde estava o corpo de Samara Mescouto, sobrinha do deputado federal Éder Mauro.

Jennyfer Silva ainda lutou pela vida, mas não resistiu e veio a falecer no dia 22 de janeiro. Ela e Samara Mescouto foram as duas vítimas do maníaco de Marituba que vieram a óbito. Outras 10 mulheres reportaram a polícia que foram vítimas do adolescente e de seu comparsa.

O maníaco de Marituba fazia perfis fakes de mulheres nas redes sociais. Ganhava confiança das vítimas, solicitava serviços na área de estética e beleza, marcava como ponto de encontro a praça Matriz de Marituba. Depois dizia que era esposo da “cliente” e inventava alguma situação para poder ele, o maníaco de Marituba, ir buscar a vítima na praça.

4 – Criança estuprada pelo pai e usada em ritual de magia negra

Outro caso que chocou os paraenses. A pequena Carla Emanuele Miranda Correia, de 1 ano e oito meses, morreu no hospital de Parauapebas vítima de estupro praticado pelo padrasto.

De acordo com a polícia, a criança foi vítima de um ritual de magia negra praticado pelo padrasto Deyvyd Renato Oliveira Brito e Irislene da Silva Miranda, a mãe biológica, que foram presos em flagrante. 

“Nossa linha de investigação provavelmente é que essa criança era ofertada para magia negra; os abusos sexuais já foram comprovados; não foi a primeira vez, pois tinha lesões antigas e a criança morreu por traumatismo craniano, provavelmente de espancamento; a lesão era muito forte e não condiz com uma queda na cama, então nossa linha de investigação é que essa criança já vinha sendo ofertada para magia negra com sessões de tortura e espancamento”, relatou a delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu.

Ainda de acordo com a policial, talvez a intenção dos acusados nem era matar a menina, mas ficar torturando a vítima e causando-lhe sofrimento como parte dos rituais. Porém, quando viram que a criança não suportou as pancadas resolveram levá-la para atendimento médico.

5 – Pai biológico estuprou e matou filha recém-nascida

Outro caso de estupro de vulnerável por pessoa próxima. Uma bebê de 13 dias faleceu em decorrência de estupro anal. O crime foi cometido pelo próprio pai da bebê.

Segundo informações da Superintendência Regional do Araguaia, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência, o acusado, Cleiton Ramos França, levou a bebê ao hospital alegando que a criança estava passando mal. Minutos depois a recém nascida faleceu.

Ao analisar o quadro clínica da criança os médicos perceberam sinais de estupro. Além disso, o suspeito estava bastante nervoso. A polícia militar foi acionada para investigar a situação.

Segundo informações, a mãe da criança embora estivesse em casa, ainda estava se recuperando do parto, de modo que a criança estava aos cuidados do pai. O crime aconteceu em Santana no Araguaia no Pará.

6 – Casal da seringa e tentativa de sequestros de crianças

A população da Região Metropolitana de Belém está amedrontada com os casos de tentativas de sequestros por uma mulher usando uma seringa para ameaçar as mães. Os relatos partem de diversos pontos da área metropolitana.

Segundo relato das vítimas, elas foram abordadas por uma mulher loira, de estatura mediana, com sardas no rosto. Um retrato falado foi divulgado pela polícia.

O medo é tanto que já foram registrados tentativas de linchamento.

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