Política

O futuro da Lava Jato nas mãos de 2 ministros

Dois julgamentos que estão pendentes no STF podem dar um banho de água fria na Operação Lava Jato e/ou libertar o ex presidente Lula da cadeia.

Um deles é o processo que julga se houve parcialidade do juiz Sérgio Moro no caso do Triplex. Levando-se em conta que Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votarão a favor do petista, e Cármen Lúcia e Edson Fachin contra, restará ao ministro Celso de Mello decidir.

Segundo o Estadão, Celso já teria sinalizado que pretende votar pela anulação do processo. Caso isto ocorra, não só o ex presidente Lula será libertado, como da decisão resultará em um efeito cascata, podendo libertar outros tantos condenados pela Lava Jato.

Outro processo, ainda mais importante, poderá libertar 4,8 mil presos no Brasil, conforme uma nota do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgada nesta quarta (16). É o que julga a possibilidade da prisão em segunda instância, a ser decidida pelo Pleno.

O STF entende desde 2016 que a prisão pode ser decretada quando a pessoa for condenada em segunda instância, mas com a mudança de posicionamento de alguns ministros, a balança parece tender, atualmente, por julgá-la inconstitucional.

Uma estratégia, todavia, tem sido aventada nos bastidores de Brasilia: o pedido de vistas do ministro Barroso, que tem se mostrado radicalmente contra esta decisão, pode engavetar o processo por um bom tempo.

Só nos cabe rezar

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