Opinião

O complexo de negação dos isentões

O negacionismo dos isentões é tão ridículo que chega a ser engraçado.

Há em certos grupos políticos um caso muito curioso de vassalagem intelectual, que mesmo diante das evidências mais claras, se recusam terminantemente a ver o problema, especialmente porque sentem vergonha de defender publicamente essas posições.

Veja você: a segunda maior economia do mundo é uma ditadura comunista. Os comunistas, com ajuda cubana, tomaram o poder na Venezuela e implantaram com sucesso o regime naquele país. Aqui mesmo no Brasil há um partido que, embora seja um relativo fracasso eleitoral, tem um espaço magnânimo na mídia. Esse partido – que todos devem saber quem é: PSOL – diz claramente no seu programa de partido que o objetivo é atingir uma economia planificada/socialista. O PT, principal partido de esquerda do Brasil, tem como seu principal mentor ideológico um sujeito que foi guerrilheiro comunista treinado em Cuba.

Falando em Cuba: aqui mesmo no nosso país tivemos a vergonha de explorar trabalho escravo cubano, com a desculpa esfarrapada de que era para atender pobres. Isso justifica-se como?

Não há outro nome para o modo como os médicos cubanos foram tratados aqui e – no entanto – para esses vassalos intelectuais, se a Marilena Chauí e o Chico Pinheiro não ratificam que isso é escravidão, então não é.

Se com essa abundância de exemplos a pessoa é incapaz de ver o problema, e de que há uma ameaça socialista real, se é incapaz de ver os absurdos cometidos pelo PT no Brasil e o que está sendo feito no México, então não adianta debater.

Efeito semelhante tem acontecido com o Bolsonaro. Mesmo diante de todas as evidências de que o governo evita cair no presidencialismo de coalizão com troca de cargos e loteamento de espaços públicos, com um governo que tenta a todo custo se livrar das chagas corruptas das estatais, o que prevalece são narrativas desagradáveis.

Veja o caso do Carluxo, que merece muitas críticas sim. O cara simplesmente acertou todas. Do Bebbiano à Joice Hasselmann, todos que foram apontados como canalhas se mostraram canalhas, mais cedo ou mais tarde.

Concatenam meia dúzia de argumentos estúpidos como prova do acordão – e quando esses mesmos argumentos são desmontados, continuam seguindo como evidência de acordão.

A vassalagem intelectual não tem fim.

Se quem acompanha com lupa o dia-a-dia político do país cai nessa esparrela, o que dizer de quem não tem interesse/motivação de acompanhar?

Não é à toa que o País ficou tanto tento na mão dos gângsters do PT.




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