Denúncia

Helder acaba com projeto social que beneficiava crianças carentes da periferia de Belém

Moradores do bairro da Maracangalha, em Belém, denunciam o governo do estado por expulsar o projeto social “Sons das Artes” da escola estadual Ruy Paranatinga Barata.

Essa situação teria acontecido após acusações levianas de Carmen Silva Mesquita, atual gestora da USE (Unidade da Seduc na Escola). Carmem acusou o projeto “Sons das Artes” de ser ilegal, que os voluntários não possuem formação e que estava havendo cobranças dos coordenadores dos cursos.

O projeto rebate e diz que tudo “surgiu graças a reunião de diversos profissionais com intuito de fortalecer a escola pública e sua comunidade”.

Para os alunos e a comunidade do entorno da escola Ruy Paranatinga Barata, eram oferecidos oficinas de música, jiu jitsu, informática, reforço escolar, filosofia, artes, taekwondo, produção textual, inglês, jogos educativos e outras.

O projeto era mantido por doações graças a doação dos pais dos alunos e simpatizantes. De acordo com o Sons das Artes, o projeto social apresentava resultado positivo como ter a segunda melhor equipe de jiu jitsu do estado do Pará. A escola Ruy Barata também apresentava baixíssima taxa de evasão escolar, nenhum caso de violência, tornando a escola referência educacional no quesito tempo integral no estado.

“Ela protocolou o documento sem ao menos vim conhecer o projeto, ver os benefícios, que ele trouxe aos alunos e a comunidade, proibiu nossas atividades, sem nos dá um tempo de avisar os alunos e sem termos para onde levar nossas coisas” desabafou o presidente do projeto.

“O projeto foi transformado em uma associação justamente para que estivesse dentro da legalidade, todos os nossos professores possuem formação na área e nunca cobramos pelo trabalho que fazemos na comunidade”, relatou o presidente. “Foi usado contra nós cartazes em que cobramos um preço simbólico de cursos de informática, entretanto, o dinheiro foi todo usado no projeto, reformamos a sala de jiu jitsu, pintamos a quadra e compramos água potável, pois o bebedouro da escola não funciona”, afirmou o coordenador.

Nas redes socais do projeto, a vivacidade foi trocada por luto e tristeza, além de uma crítica ao governador Helder Barbalho por nomear Carmen Silva Mesquita.

Com o fim do projeto, as crianças passaram a treinar em locais emprestados pela comunidade e até mesmo nas ruas do bairro da Maracangalha.

Nas redes sociais pais de alunos do projeto se manifestaram sobre o caso.

Até o momento a Secretaria de Educação do Pará (SEDUC) não se manifestou sobre essa situação na escola Ruy Paratininga Barata.

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Um Comentário

  1. Eu nunca tinha visto na minha vida um governo tão irresponsável, ainda mais com as crianças que lutam para chegar na adolescência ou na juventude com uma vida melhor, aí vem o Hélder Barbalho e acaba com todos os sonhos das crianças, sem dá explicação. Aonde que no tempo do Jatene, era assim, de acabar com quê fui feito. É muito triste.

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