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Governo do Pará denuncia “o golpe” junto com Petra Costa e seu filme “Democracia em Vertigem”.

A cineasta Petra Costa, neta de Gabriel Donato de Andrade, um dos fundadores da construtora Andrade Gutierrez, lançou um documentário pela Netflix chamado “Democracia em vertigem”. Nele a cineasta conta sua versão, bem particular, do período que se iniciou com a chegada do presidente Lula ao poder e culminou com o impeachment de Dilma Roussef, associando a saída do PT do poder à crise econômica e a um suposto risco democrático. 

Com críticas e elogios de todos os lados o filme foi indicado ao oscar como melhor documentário e foi parar no tapete vermelho de Hollywood  acirrando ainda mais a polarização política nacional, porque independentemente de bom ou ruim, o fato é que, como disse o ex presidente Temer se referindo ao filme, “”as imagens são reais, é muito bem fotografado, muito bem produzido, entretanto, há uma postura político-partidária e pessoal”  e acrescentou “que retira a credibilidade do filme”.

Não é que o “Democracia em Vertigem” iluda o espetador, pelo contrário, o filme é assumidamente pró-PT. Disfarçadamente, porém, não passa de uma peça publicitária do partido e de bajulação a Lula. Sua realizadora, Petra Costa, é “petista-raiz”, o que fica claro no enredo, que conta a história da relação da família dela com o partido. E, não por acaso, a família em questão chama-se Andrade Gutierrez, que tanto se revigorou no dinheiro do contribuinte brasileiro nos governos petistas.

Dizendo de outra forma, você pode gostar ou odiar a película, mas não dá para negar que não é neutro, e sim assume declaradamente a defesa do partido dos trabalhadores.

O mais curioso disso tudo é que o estado do Pará, em nome de seu cinema, Líbero Luxardo, resolveu entrar nesta briga e “apoiar o cinema nacional”, ou seria o partido dos trabalhadores? 

Em uma publicação em seu canal no Facebook, o Líbero Luxardo parabeniza Petra e acrescenta “seguimos juntos denunciando os golpes contra a democracia”

Seria cômico se não fosse trágico. O fato é que o atual governador do Pará é do MDB, partido acusado de engendrar o tal “golpe”contra Dilma. Helder chegou até a ser ministro de Temer. Ora, como assim agora “quer denunciar o golpe”?

É de amargar. Mas, pensando bem, se levarmos em conta que, assim como o avô de Petra, o “chefe maior” do Líbero também está envolvido até os dentes no Petrolão, ai tudo passa a fazer bastante sentido.

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