Denúncia

Fundação Santa Casa “pede misericórdia”

Fundada em 1650 e reconhecida como uma das melhores fundações neonatais do Norte, a Fundação Santa Casa de Misericórdia sofre com os desmandos da administração de Helder Barbalho.

Indicado pelo seu tio, o deputado Martinho Carmona, o médico e gestor da fundação Bruno Carmona, tem adotado condutas que afetam não só a qualidade do serviço prestado à população, como também que restringem a rotina de trabalho dos funcionários da instituição.

O médico e presidente da Santa Casa Dr. Bruno Carmona

Quando Helder assumiu o governo do estado do Pará, uma de suas promessas de campanha foi melhorar o atendimento público dos hospitais do estado. Capacitação, aumento salarial e condições de trabalhos dignas foram uma das “bandeiras” levantadas por Helder Barbalho.

Após ganhar as eleições, o discurso parece ter mudado. A privatização dos serviços de atendimentos básico e a caça às bruxas tem norteado a rotina de quem trabalha no hospital.

A cozinha da fundação, por exemplo, que foi terceirizada, responsável pela alimentação dos pacientes e dos funcionários, oferece um cardápio bem ‘duvidoso’.  Carne de segunda e soja compõem o menu quase que com exclusividade. Salada? Alimentação variada e de qualidade fazem parte do passado do instituto de saúde. Alguns servidores comentam que “se o paciente acha que comida de hospital é ruim, é porque ainda não experimentou o que é servido na Santa Casa. A comida não é só ruim, é péssima.

Médicos, enfermeiros e servidores da fundação são pressionados a concordarem com as ordens pouco razoáveis de Bruno Carmona. Uma das “grandes” propostas do governo de Helder é a terceirização de serviços laboratoriaisdo departamento de diagnóstico por imagem e neonatologia.

Profissionais de saúde comentam nos corredores “que trabalhar na Santa Casa, era um sonho, que virou pesadelo”. O hospital se transformou em um tribunal em que, quem não obedece cegamente a mão de ferro de Helder é coagido e sentenciado injustamente.

Além da cozinha, a terceirização de um dos laboratórios mais importantes do estado, o Jayme Aben-Athar, já tem pregão eletrônico em pauta para o próximo dia 26 (quarta-feira).

De acordo com o servidor e representante do Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Pará e Municípios, Benedito Silva Filho “O que querem fazer com a Santa Casa é um absurdo, especialmente em se tratando do nosso laboratório, que atua há mais de 50 anos e tem um parque de equipamentos de ponta, atendendo com muita eficiência as necessidades do serviço.

Uma das desculpas do Governo para terceirizar o laboratório é de que alguns exames têm que ser enviados para outros estados para análise. O procedimento de remessa de exames mais complexo para outros estados é comum e abrange diversos laboratórios particulares do Pará. Além disso a quantidade de exames que são enviadas para outros estados é pequena o que não justificaria a terceirização.

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