Opinião

Célia Pinho é patrimônio do jornalismo paraense

Há quem vire a cara para o jornalismo popular, tratado como de categoria baixa ainda que ele mostre os problemas reais da maioria esquecida. Ele é a ponte mais efetiva entre os nossos problemas do cotidiano e a cobrança ao poder público (também missão do jornalismo).

As pessoas tem aptidões diferentes, desejos diversos, especializações múltiplas. É assim. Com jornalistas não é diferente. Há quem goste de cinema, cultura, economia, investigação ou de tudo um pouco. Cada um procura aquilo que mais lhe agrada.

A jornalista Célia Pinho se especializou no jornalismo popular. Há anos atuando nas principais emissoras de TV de Belém, a repórter criou uma identidade única, que mistura ali doses de humor, de cobrança reais, de paraensismo e espontaneidade.

Célia Pinho agrada a quase todos (ninguém é unanimidade). Do feirante ao estudante universitário, do conservador ao público LGBTQ.

Célia Pinho com expressões de susto em uma reportagem na periferia de Belém. Foto reprodução.

Célia fala como a nossa gente, sem rodeios e sem se perder em padrões, usa o vocabulário que todos se reconhecem e reage a situações que traduzem as próprias pessoas em suas lidas do dia a dia.

Ela consegue trazer os problemas reais em evidência, de uma forma leve e ao mesmo tempo contundente.

Ganhou fãs, virou meme e constantemente seus vídeos viralizam na internet. No vídeo abaixo, um condutor de um veículo pede beijo ao vivo. Célia Pinho diz: “O QUEEEEEÉ MENINO? TÁ, BEIJO PRA TI”.

Égua! Vou te contar! Na última quinta-feira (12), Célia Pinho viralizou nas redes sociais após reclamar de um motorista ao vivo. Ela estava cobrindo o alagamento na avenida Doca de Souza Franco, no centro de Belém, quando um motorista de um caminhão baú passou com uma rapidez e gerou marolas que vieram para cima dela.

“Tu é doido é? Ai meu Deus do Céu, Uia só. Pra que? Me diz…Aiii, filha da mãe. Pra que essa velocidade, filha duma égua? Pow, encheu de água a minha bota. Filha de uma égua, essa ondinha que é ruim. Olha só o que ele faz. Égua da sacanagem. Égua! Encheu tudo aqui. Putitanga! Eu não quero mais ficar aqui“, disse a profissional.

O vídeo teve mais de 2 milhões de visualizações.

Célia Pinho consegue informar e ao mesmo tempo cativar que fica impossível não perguntar: Égua, maninho! Quem já não teve vontade de beber e conversar com Célia Pinho?

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