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Boca de urna aponta vitória de Lacalle Pou em eleições no Uruguai

As pesquisas de boca de urna apontam que o advogado Luis Alberto Lacalle Pou foi eleito como novo presidente do Uruguai neste domingo (24), com 48,5% dos votos. Se o resultado se confirmar, a eleição encerra 15 anos de governo da Frente Ampla, partido de esquerda, e inicia uma gestão da legenda de centro-direita, o Partido Nacional, opositor ferrenho do socialismo. De acordo com a pesquisa, Lacalle Pou derrotou o candidato frente-amplista Daniel Martínez, que recebeu 47,6% dos votos no segundo turno da disputa eleitoral.

Cerca de 2,7 milhões de uruguaios foram às urnas para eleger o sucessor de Tabaré Vázquez em um mandato que vai de 2020 a 2025. Segundo a Corte Eleitoral uruguaia, 90% dos eleitores votaram, uma taxa considerada histórica. A posse do novo presidente será no dia 1º de março de 2020.

No primeiro turno, Martínez tinha conseguido 39,1% dos votos, Lacalle Pou ficou com 28,5% e Ernesto Talvi e Guido Manini Ríos alcançaram 12,3% e 10,8%, respectivamente. Para o segundo turno, o centro-direitista recebeu o apoio de Ríos e Talvi.

Com o avanço do pleito para o segundo turno, Lacalle Pou formou uma aliança a qual chamou de “multicolorida”, que inclui, além do Partido Nacional, o Partido Colorado, de centro-direita e uma das forças políticas tradicionais do Uruguai, com 183 anos de história; o Partido Independente, de centro-esquerda; o Partido da Gente, de direita; e o ascendente Cabildo Abierto, também de direita, fundado neste ano e liderado pelo general da reserva Guido Manini Ríos.

Lacalle Pou frisou que a vantagem de a disputa ter ido para o segundo turno foi unir cinco forças diferentes por uma única causa: a mudança política no Uruguai.

“Ver bandeiras de cinco partidos entrelaçadas ao mesmo tempo me encheu de emoção e responsabilidade”, disse o candidato, que lembrou, após o resultado do primeiro turno, que o momento atual é de “muitas verdades, da tolerância, de estar ao lado de pessoas que pensam de forma diferente”.

As eleições no país marcam a diferença do momento vivido pela nação em relação aos vizinhos latinos, que estão em um cenário de protestos contra governos e instabilidade social e política. Nos últimos 15 anos o Uruguai cresceu acima da média do continente e aprovou pautas progressistas, como a liberação da maconha com controle governamental, que o levaram a ser escolhido o país do ano pela revista Economist, em 2013.

(Com EFE e Agência Brasil)

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