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Opinião

As palestras de Dellagnol e o estoicismo hipócrita da esquerda.

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A mais nova “bomba” anunciada pelo site Intercept mostrou-se mais próxima a um “estalinho de São João”, desses que as crianças assustam os pais no mês de Junho. Ao que tudo indica, o estoque de supostas mensagens hackeadas terminou sem, contudo, apresentar uma constatação sequer de que Moro ou Daltan forjaram provas ou receberam vantagens indevidas para levar Lula à cadeia como esperavam os opositores da Lava Jato e defensores do “Lula Livre”.

Sem essas evidências que poderiam comprovar uma interferência efetiva na condenação do líder petista e consequentemente possibilitar sua possível libertação, o que podemos esperar a partir de agora é o ataque grosseiro à imagem de ambos, ou seja, o “assassinato de reputações”, arte que o PT e sua guerrilha virtual se dedica já ha bastante tempo.

Nesta etapa da cruzada abjeta de Greenwald, seus asseclas abandonam o discurso do ilegal para assumir o papel de censores morais, como o time que não conseguiu ver seu gol sair até os 40 minutos do segundo tempo e aposta em uma bola alçada na área ou em um pênalti mal marcado.

Isto fica claro nas atuais manchetes sensacionalistas do Intercept e de seus novos aliados ( Veja, Folha) quando afirmam que “Dallagnol montou plano para lucrar com a Lava Jato”. O tal “plano maligno” seria montar um empresa com o Procurador Robito Pozzobon e as respectivas esposas para ministrar palestras.

Como fazer palestras não é crime, partem do pressuposto de que seria moralmente reprovável lucrar com a popularidade conquistada através de determinada causa altruísta, neste caso, a Lava Jato.

O argumento, além de tendenciosamente falacioso é cinicamente hipócrita, uma vez que ninguém lucrou mais que a esquerda fomentando revoluções, ocupando espaços públicos, invadindo propriedades, dirigindo sindicatos pelegos e liderando movimentos sociais a serviço de um partido. Tudo isso, claro, sob o manto da louvável busca de um mundo mais justo e igualitário

Basta visitar a ilha dos irmãos Castro com sua mansão de três andares construída em uma propriedade do tamanho de 36 campos de futebol. O líder coreano  Kim Jong-Un chegou a distribuir Mercedes como prêmio após um teste de lançamento de um novo míssil. Hugo Chávez acumulou uma fortuna de aproximadamente US$ 1 bilhão antes de morrer. E como não lembrar dos iPhones de ouro distribuídos como presente aos convidados do casamento da filha do ditador Nigeriano Goodluck Jonathan pagos com o dinheiro do BNDES ? É a tão famosa esquerda caviar.

Embora gordas e opulentas, as viúvas do muro de Berlim fazem de tudo para preservar uma “aura” de santidade estóica, como se fossem pobretões idealistas em busca de um sonho idílico de igualdade, desapegados do “velho cobre” das elites burguesas.

Conversa para enganar trouxas.

Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), aquele deputado que disse que Bolsonaro estava “quase para morrer”, chegou a gravar um vídeo em sua campanha para prefeito de Belém em 2016, em que afirmava possuir apenas um automóvel Pálio, dois fuscas e duas bicicletas. O detalhe é que Edmilson desde os anos 80 ocupa cargos públicos. Já foi vereador, deputado e até prefeito de Belém pelo PT nos anos 90.

Na campanha à presidência em 2018, Boulos, herdeiro de uma família abastada, apresentou como patrimônio apenas um veículo no valor de R$ 15.416,00. 

O pior é que ainda existe gente que cai na conversa mansa desses vigaristas.

O que falar de Lula então, a viva alma mais honesta do Brasil? Quando foi Presidente, criticava as elites burguesas na TV pela manhã, e à noite jantava ao lado de banqueiros e empreiteiros bilionários, igualzinho como fazia quando era sindicalista no ABC há quase 40 anos. Quem diria que aquele barbudo raivoso com voz gutural mercadejava a condução de greves para o patronato, conforme confessou Emílio Odebrecht em delação? Não tinha “Nada de esquerda” era um ” bon-vivant”, disse o patriarca da Empreiteira.

Se fizermos uma breve comparação entre as palestras de Lula e as de Daltan, que agora a esquerda caviar acusa de imoral, vamos perceber uma diferença abissal, tanto de valores, quanto de quem as contratava e porque.

A Lils, empresa criada por Lula para administrar suas palestras, cobrava RS$ 200 mil dólares por cada palestra do petista. Lula chegou a abocanhar R$ 27 milhões ao longo de 4 anos. Essas palestras, todavia, nunca ocorreram de fato, eram pagamentos de propinas disfarçadas. Dentre as 72 palestras realizadas por Lula, 30 foram pagas por empresas investigadas na Operação Lava Jato: Andrade Gutierrez (5); UTC (1); Odebrecht (8); OAS (5); Queiroz Galvão (3); Camargo Correa (5); e BTG Pactual (3). Outras na América Latina e Central e também na África.

Daltan, por outro lado, mestre em Direito em Harvard, cobrava R$ 3 mil reais por palestra. Seus contratantes eram Cursinhos e Universidades. Em 2017 o Conselho Nacional do Ministério Público, acionado pelos deputados petistas Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) julgou que as palestra de Dallagnol se enquadravam no conceito de docência (permitida aos procuradores) e comprovou que a maior parte dos valores auferidos nestes eventos o Procurador da Lava Jato destinou à instituições de caridade que lutam contra a corrupção.

Não Sr. Greenwald, ganhar dinheiro de forma lícita, mesmo que valendo-se da popularidade conquistada pela Lava Jato, não é imoral não. Imoral é não entregar supostas provas obtidas por meios ilícitos às autoridades e ao invés disto tirar vantagem patrimonial e política delas.

Mas como explicar moral para seres amorais? Afinal, a esquerda caviar julga estar acima do bem e do mal, pois acreditam ter o monopólio da ética e da moralidade. Tudo podem em nome daquela velha mas atual desculpa da “revolução” que por onde passou só deixou rastros de violência, morte, ódio, pobreza e ausência de liberdade.

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